The end

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 01:46 Postado por Arielle Gonzalez
"Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim."
Eu reclamei sobre os poucos dias que era obrigada a ir. Xinguei quando as coisas não saíram como planejado. Surtei com as pessoas que insistiam em não cooperar. Mais de uma vez pensei em desistir de tudo, ora por covardia ora por necessidade. Cogitei a possibilidade de matar um ou explodir o lugar, sem sentir nenhum remorso. 


Porém, fazem poucos dias que a faculdade acabou e eu já estou sentindo falta. É uma saudadezinha filha da puta que mistura nomes, rostos e momentos. É um sentir falta de tudo e nada em especial. É a nostalgia que chegou antes da hora e já deixou bem claro que veio para ficar.

A maioria dos fins faz com que o que terminou assuma automaticamente o status de algo que valeu a pena. É o medo do incerto que faz até as piores coisas parecerem não tão ruins assim. De repente, as pessoas não eram tão chatas, as aulas não eram tão insuportáveis, a vida não era tão vazia e até que fazia algum sentido.

Foi na faculdade, ou por causa dela, que eu conheci criaturas incríveis que espero ter ao meu lado pelo resto dos meus dias. Foi na faculdade que eu perdi criaturas incríveis que sempre estiveram ao meu lado.

E acabou.
Não sei o que espera de 2012 ou de mim.
Com o fim dessa etapa o relógio começa a trapacear. O tempo passa cada vez mais rápido e o trem da vida acelera rumo a vida adulta. Não tem mais como fugir. Num piscar de olhos trabalhos e notas perdem a importância, cedendo o lugar para questões muito maiores. Chegou a hora de procurar um emprego de verdade, de dar a tapa a cara, de parar de brincar de ser gente grande. Depois disso a gente começa a sofrer pela hora de sair de casa que logo chega e a falta de alguém com quem dividir a vida. E bate um medo danado de ser aquela velhinha excêntrica que não faz falta para ninguém e que por isso mesmo as pessoas só descobrem que ela morreu porque começou a feder. 

Assim, do nada, eu fico sem ar e começo a me preocupar com quem eu vou ser num futuro bem distante. Eu pulo etapas, ignorando o fato de que não sei os acontecimentos que me levarão tão longe no tempo. Eu tenho medo. Eu quero colo e preciso que alguém me diga que não serei um fracasso ou que a minha unica companhia não será a solidão.  

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