Ato falho

sábado, 26 de novembro de 2011 16:19 Postado por Arielle Gonzalez
Já faz mais de um ano e eu nunca cometi esse erro. O de colocar no presente alguém que, infelizmente, já foi enterrado no passado. Em poucos segundos a máscara caiu e descobri que um detalhe tão bobo pode causar muito sofrimento, a multiplicação desnecessária daquilo que já é imensurável por natureza.

Não foi por mal que eu disse que você não costuma falar sobre o modo que me visto, mas foi de propósito que eu sorri tristemente e pisquei bastante até as lágrimas voltarem ao seu lugar de origem quando reparei no que falei. Uma manhã de comemoração não combina com nada disso.

Você não fala, dirige, anda ou assiste apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso. Mas você costumava fazer tudo isso, tirando a parte do TCC que era apenas uma preocupação distante naquela época. E cometer esse erro honesto me fez pensar naquilo que eu sempre falho em esquecer: tudo que vamos deixar de fazer. Essa falsa viagem no tempo me fez perceber que conjugar um verbo de maneira errada pode ser bastante doloroso.

E me lembrou de outra coisa: Faltou o seu parabéns, e não foi o único.

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