Ela costumava não se entregar sem lutar

sábado, 19 de fevereiro de 2011 01:29 Postado por Arielle Gonzalez
A moça se deitou porque o sono pesava nos olhos, que cansados da briga queriam fechar. Deixou que vozes conhecidas lhe guiassem para os braços de Morfeu, mas os questionamentos a impediram de completar a viagem. Todas as dúvidas ganharam forma e cor quando foram projetadas nas pálpebras cansadas. Ela lembrou, pensou e tentou deixar para lá. Vão embora! - ela disse para os medos e fantasmas que resolveram assombrá-la. Desejou que pudesse fazer POOF.

Queria ter o poder de multiplicar, subtrair e somar algumas coisas na vida dela. Gostaria de sentir que está no lugar certo, que não está sobrando, que não está só. Quis ter força para continuar lutando por aquilo que nem fazia mais questão de ganhar. Se imaginou sendo "a pessoa" de alguém e não um terceiro braço que mais atrapalha do que ajuda. Mais um moça no meio de uma multidão repleta de moças e moços como ela. Finalmente, percebeu o quanto estava cansada de tudo, todos e, principalmente, de ser quem ela era.

Entendeu. Ninguém se importa com o fato dela viver em cidades de papel ou tentar pintar a vida em outras cores, desde que ela continue sorrindo. Mesmo que eles saibam que o sorriso é de plástico. 


A realidade sempre ganha e a moça já não espera outra coisa senão perder.

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