The truth about forever

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 13:02 Postado por Arielle Gonzalez
Eu não sei em que acreditar. A maioria do tempo eu tento acreditar em uma força maior que sabe o que faz. Mas geralmente eu acabo perdendo essa batalha para o meu lado cético e faço piada da minha própria crença.

Por exemplo, quando eu ouço Zazulejo, da Teatro Mágico, e a mulher da introdução diz "Ah eu tenho fé em Deus... né? Tudo que eu peço ele me ouci... né?", eu sempre faço algum comentário do tipo, "é mãe, Dels me ouci também" e ela na maior inocência responde, "sério?". Só para me dar a brecha de dizer, "ouve sim, só para fazer o oposto". Sem brincadeira, ás vezes tenho essa impressão.

Mas isso parece um discurso de mal perdedor ou alguma coisa do gênero. Talvez seja magoa falando mais alto, não sei. E religião é algo que as pessoas têm dificuldade de aceitar opiniões diferentes. Por mim tanto faz. As pessoas escolhem acreditar naquilo que lhe dá mais segurança, algum sentido para essa vida às vezes tão sem sentido. Só sei que dá ultima vez que pedi alguma coisa, foi para o meu pai ficar bem e olha no que deu.

Eu gosto de elaborar teorias sobre o assunto, sempre mantendo uma distância segura para não me apegar. Creio que a de Supernatural faça algum sentindo. Deus está tirando férias em algum lugar paradisíaco, que ele mesmo criou, enquanto os seres humanos vagam sem rumo esperando por uma luz. Ele simplesmente não se importa mais. Outras vezes, eu imagino que a gente nasce, cresce e morre, para depois nascer, crescer e morrer e continua nesse ciclo até pagar todos os pecados. Para só então, evoluir e ir morar em algum outro planeta.

A minha última teoria é que resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais é 42 porque esse é o número de vezes que a gente vai passar por maus bocados aqui na Terra, para só então ser plenamente feliz.

Tudo isso porque as coisas acontecem de maneira engraçada. E coincidências podem sugerir algum significado maior e desconhecido. Eu andei obcecada por um livro aleatório que eu nem sabia sobre o que era. Li alguns trechos num site e decidi: eu tinha que possuir um exemplar de The truth about forever, da Sarah Dessen. Em nenhum momento me dei ao trabalho de pesquisar sobre o que era. Depois de ele ficar milagrosamente disponível numa loja online, comprei!

O livro chegou ontem. Imaginem a minha surpresa quando descobri que era sobre uma menina que perde o pai, quando do nada ele tem um enfarte.

Sei lá, talvez, e esse é um grande talvez, exista uma força maior mesmo. E eventualmente, quando esse ser não está ocupado demais, ele tenta ajudar algumas pessoas que estão realmente perdidas. Mesmo que seja por meio de um gesto simples, tipo um livro.

"This was right after everything happened, and I was in a silent phase. Words weren't coming to me well;in fact I had trouble even recognizing them sometimes, entire sentences seeming like they were another language, or backwards, as my eyes moved across them... When people first heard this, or saw me and remembered it, they always made that face. The one with the sad look, accompanied by the cock of the head to the side and the softening of the chin — oh my goodness, you poor thing. While it was usually well intentioned, to me it was just a reaction of muscles and tendons that meant nothing. Nothing at all. I hated that face. I saw it everywhere... So I narrowed my world, cutting out everyone who'd known me or who tried to befriend me. It was the only thing I knew to do."

0 Response to "The truth about forever"

Postar um comentário