Sobre começos e fins

terça-feira, 14 de dezembro de 2010 10:27 Postado por Arielle Gonzalez
Hoje venho escrever por não conseguir sentir. Quem sabe transformando a ausência de sentimentos em palavras, eu consiga admitir que as escolhas dos outros mudam algo em mim?

São decisões bobinhas feitas na correria do dia a dia. Coisas tipo prometer que vai manter contato e sumir, para depois ressurgir das cinzas falando sobre saudade em código para não se prejudicar com alguém. We were fucking friends, dude! Não tem justificativa. Simplesmente não consigo acreditar em alguém que fica dizendo que sente a minha falta, mas NUNCA se dá ao trabalho de me procurar. E apesar desse "ódio" repentino, ao mesmo tempo, outra coisa que não consigo evitar é sentir essa falta absurda dos abraços em silêncio que tinham o poder de remendar. 

Por outro lado, uma unica palavra às vezes nos obriga a repensar um "relacionamento". Também era amizade, isso não é nenhum mistério, mas qualquer um poderia dizer que tinha algo mais ali. Algo que simplesmente não era dito. O problema foi acreditar que o tempo poderia trabalhar ao meu favor dessa vez. Duas semanas depois, ou melhor, depois de 14 dias de ausência físicas e mensagens rapidinhas, já não continuamos no mesmo lugar. Foi o "namorando" que mudou tudo. As nossas conversas continuam as mesmas, mas ambos sabemos que algo realmente mudou. E eu me recuso a cometer o mesmo erro duas vezes durante o mesmo ano. Não vou correr o risco de me apaixonar mais? quando o final eu já sei de cor.

Eu li que "nada real é perfeito. Enquanto alguma coisa nem começou, você nunca tem que se preocupar sobre o fim. Ela tem um potencial infinito". Pois é, acabei de descobri que mesmo coisas não começadas podem acabar.

Antes eu cantava "I can tell there's something goin' on/Hours seems to disappear/ Everyone is leaving I'm still with you". Agora isso não faz mais sentindo.

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