Yeah Rock! Yeah me!

terça-feira, 13 de julho de 2010 23:30 Postado por Arielle Gonzalez
Eu não gosto de aniversários. A minha teoria é que cada ano que passa é um ano mais próximo do fim. Mórbido? Talvez. Só sei que para mim, uma pessoa dark and twisted, isso faz sentido. Faz exatos 20 anos que habito esse veículo e nem por isso me acostumei a estar nessa pele. Eu me estranho diariamente. Desconheço o rosto, o cabelo, o corpo e os pensamentos, principalmente os pensamentos.

Eu me divido, eu gosto e não gosto de tanta atenção. Acho engraçado como o lembrete do orkut faz as pessoas se sentirem na obrigação de dizer algo (as mesmas frases de sempre). O povo ressurge das cinzas. Sentem necessidade de dizer que sentem saudade, como se fosse desculpa pelo sumiço e ao mesmo tempo puxão de orelha pela minha parcela de culpa. But I know better, não importa o quanto gostamos dos outros, a vida toma caminhos diferentes, que com tempo se cruzam menos. As horas livrem diminuem e as responsabilidades se multiplicam. Como os americanos dizem life happened. Simples assim. Não é culpa de ninguem.


No meio de tantos parabéns, felicidades e sucesso, se destacam os recados que têm um toque pessoal, que gritam ‘eu pensei em você enquanto escrevia isso’. Uma amiga escreveu que estava com saudade de conversar comigo, de sonhar a vida. Palavras dela que traduziram aquilo que eu fiz durante toda a minha existência.

Dizem que o tempo parece passar mais rápido conforme envelhecemos pela combinação de percepção, observação e rotina. Quando somos mais novos, tudo é novidade, tudo é aprendizado. Quando vivemos uma nova experiência ela acontece mais lentamente, parece mais demorada. Nosso cérebro precisa apreender as novas informações. Conforme a mesma situação se repete, as reações também são na base do repetéco e as experiências duplicadas apagadas. Acho que crescer é colocar a vida no piloto automático. Esquecer que existem mil e uma formas de fazer a mesma coisa.

Eu continuo aprendendo. Entendi que não responder é um tipo de resposta. Descobri que meu life style também é conhecido como ‘sonhar a vida’. E me mostraram que não importa o quanto eu me esconda, algumas pessoas se dão ao trabalho de descobrir quem eu sou. Percebi isso por causa de um depoimento que dizia o seguinte:

“Menina-mulher, complemento, excentricidade, coração. Treze de julho é mais do que o dia mundial do rock. Pode ser especial para o mundo, mas a partir de hoje, é duplamente especial para mim. Treze de julho é dia da menina-do-rock, do sorriso atraente, da indecisão capilar e do abraço apertado. É dia de carinho no gesto, de irônia no ar, de risadas incomparáveis e de sentimento escondido. A menina que se esconde entre palavras, blogs e livros. A garota que se questiona diariamente os motivos pelos quais a vida lhe ensina. A mulher que encanta a quem ousa esbarrar em seu caminho. A criança que brinca de ser feliz; e que nos faz feliz. Dia treze de julho passa a ser então o dia do abraço, do carinho, do sentimento em demasia. É dia dos vinte, posteriormente dos vinte e um, dois, três. Vinte em idade, duzentos em coração. É, dia treze é especial. É dia de coração com uma pitada de sarcamo, de sorriso com uma dose de impatia, de abraço sincero com provocação. Dia treze, agora é mais que especial. É dia de Arielle.” *

Pois é, atualmente, essa sou eu.



*Valeu Ivan!

2 Response to "Yeah Rock! Yeah me!"

  1. Juba ♥ AnaaH Says:

    =)...lembro d vc todos os dias

  2. Thiago Says:

    Post bem escrito porém deixa a impressão que gosta de sonhar mas tem medo torná-los realidade.
    Sou um sonhador também: tenhos sonhos que me trazem novos sonhos, tornando meu mundo "as vezes" imaginação , sem sair da realidade (parte ruim de um sonho) mas interagindo com a fantasia.
    Posso ser sério, fazer coisas sérias mas não deixo de ter super poderes quando tenho tempo de pensar. Viajo!!!

    Viva a Vida

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